SPDA – Gaiola de Faraday e Pára-raios Ionizantes
O sistema de protecção contra descargas atmosféricas por Gaiola de Faraday apresenta níveis de protecção elevados, mas tem a desvantagem de ser de difícil implementação, a possibilidade de serem mal projectadas para evitar um aumento de custos e não proteger vastas áreas adjacentes às infra-estruturas onde estão inseridas.
Os sistemas de Gaiola de Faraday são implementados usualmente em edificações de bloco único onde se necessite níveis de protecção máximo, como por exemplo grandes hospitais, centro de dados e outros edifícios não fabris de elevada sensibilidade.
Outro pormenor que se deve ter em conta é a colocação de condutores e hastes captoras em zonas de classificação EX, algo não recomendado pelo quadro normativo vigente.
A implementação de pára-raios ionizantes é a solução mais equilibrada para estes casos pois permitem níveis de eficácia semelhantes às Gaiolas de Faraday com custos mais reduzidos. Paralelamente consegue-se proteger não só as estruturas em causa mas também os espaços envolventes.
Deve referir-se ainda que as baixadas dos sistemas devem ser interligadas com o eléctrodo de terra de protecção da instalação a fim de minimizar problemas de tensão de passo.
O dimensionamento de um sistema de protecção contra descargas atmosféricas com uso aos pára-raios ionizantes deve de estar de acordo com o anexo B da Norma NP4426. A análise compreende um estudo da edificação, sua utilização, os coeficientes de risco e o índice cerâunico do local.
A QEnergia proporciona o acompanhamento técnico necessário à realização de um sistema de protecção, bem como de redes de terras.