O que é o tempo de avanço à ignição. A importância dos 129 µs
Segundo a NP4426 e a NFC 17-102, o valor de tempo de avanço à ignição (ΔT) representa o tempo ganho na resposta do pára-raios em comparação com um sistema convencional passivo (Ponta de Franklin).
Esse tempo de avanço à ignição influencia directamente o cálculo do raio de protecção. Segundo a NP 4426, o modelo matemático para o cálculo do raio de protecção é dado por:

Com:

Como se observa, o ΔT é o parâmetro mais importante no cálculo do raio de protecção, sendo directamente proporcional a este.
O princípio de funcionamento dos pára-raios ionizantes baseia-se no conceito de tempo de avanço à ignição, ou seja, na capacidade que o pára-raios tem de antecipar a emissão do traçador ascendente. Este parâmetro implica directamente não só o raio de protecção, mas também a eficiência do sistema mesmo em raios inferiores. Pela sua importância é obrigatório que o tempo de avanço à ignição seja certificado em laboratório independente segundo o anexo E das normas referidas anteriormente.
Facilmente se conclui desta forma que devemos optar sempre por pára-raios com o maior tempo de avanço à ignição, pois este parâmetro influencia directamente a eficiência do sistema. Este facto transpõe-se para o mercado na medida em que a maioria das marcas actualmente a operar tem vários modelos de pára-raios (com diferentes tempos de ΔT), sendo que o custo de mercado é crescente consoante o modelo apresenta ΔT superior. Isto deve-se ao facto de ser do conhecimento técnico-científico que um ΔT superior representa um claro aumento de performance.
As normas referidas anteriormente têm na sua génese um modelo matemático que incentiva os produtores a desenvolverem tecnologias que permitam obter ΔT superiores, pois isto representa um aumento de eficácia. Os modelos matemáticos são baseados no modelo electrogeométrico, que traduz uma aproximação do fenómeno natural que acontece numa descarga atmosférica. Estes modelos simplificam as inúmeras variáveis naturais que lhe estão associadas. É por este facto que os sistemas de protecção nunca podem garantir 100% de eficácia. Por este facto, e por medida de segurança posterior à elaboração da norma NFC 17-102, foi adicionada uma adenda que limita a utilização dos ΔT a 60µs para efeitos de cálculo no modelo matemático utilizado.
Ou seja a norma NFC 17-102 valoriza a utilização de ΔT superiores, mas limita a sua utilização para efeitos de cálculo do raio de protecção. Isto é feito porque desta forma o acréscimo de ΔT (acima dos 60 µs) irá representar um directo incremento de segurança.
A norma NP4426 não coloca actualmente qualquer limitação ao valor de ΔT, existindo apenas uma profunda discussão no âmbito do comité da norma para a inclusão futura destas medidas de segurança.
A QEnergia decidiu desde 2003 adoptar a recomendação da NFC 17-102 (mais restritiva), que limita a utilização do ΔT a 60 µs, para efeitos do cálculo do raio de protecção! Toda os materiais e respectiva literatura estão desde esta data adaptados a esta limitação.
Assim se pode concluir que a QEnergia antecipou há 6 anos uma medida de favorecimento de segurança, que apenas recentemente tem sido discutida no âmbito da norma Portuguesa.
O pára-raios Ioniflash é um captor inovador que está certificado em laboratório com um ΔT de 129 µs, o que representa o maior índice de eficácia actualmente presente no mercado. No entanto, para efeitos de cálculo, adoptamos a limitação imposta pela NFC 17-102, o que transforma o Ioniflash no modelo de pára-raios com maior índice de segurança existente.
O Ioniflash é um pára-raios certificado segundo a última versão da norma NFC 17-102 e de acordo com a NP 4426, inclusive as mais recentes restrições à utilização de tempos de avanço à ignição para efeitos do modelo de cálculo.
A QEnergia disponibiliza aos seus clientes todas as informações e documentos de certificação dos seus materiais. Caso queira obter mais esclarecimentos ou informações mais detalhadas sobre o Ioniflash, a sua certificação e as suas características inovadoras, não hesite em contactar-nos.

Tempo de resposta do Ioniflash vs Ponta de Franklin (em µs - 100 ensaios)